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Um
passeio pelo Mercado da Penha
Destruído por um incêndio em 8 de novembro de 1990
e reinugurado em 94, o amplo e organizado Mercado Municipal da Penha
- que serve parte da população da Zona Leste da capital
- já está em clima de Natal
Paulo
F.

Mercadão da Penha: qualidade e variedade na Zona Leste
Inaugurado
em fevereiro de 1971, o Mercado Municipal da Penha abastece parte
da população da Zona Leste de São Paulo. Amplo
e organizado, o Mercadão da Penha, como é conhecido
pelos moradores da região, já está em clima
de Natal e Ano Novo, com muitas ofertas especiais para os produtos
típicos da época.
A qualidade e o frescor dos alimentos comercializados são
boas vantagens para os consumidores, que encontram lojas de diversos
segmentos, como açougue, peixaria, hortifruti, café,
floricultura, pet shop, laticínios, bacalhau, artigos para
festas e outros. De fácil acesso e com cem vagas de estacionamento
gratuito, o mercado está localizado próximo ao terminal
de ônibus do bairro.

Toninho e sua peixaria: sucesso até no litoral
Seus
18 comerciantes estão distribuídos em 26 boxes e espalhados
por vários corredores constantemente cuidados pela equipe
de limpeza. O prédio apresenta excelente infra-estrutura,
já que teve de ser reconstruído no início da
década passada devido a um incêndio que durou oito
horas e o destruiu totalmente na noite de 8 de novembro de 1990.
"Cheguei de manhã para trabalhar e encontrei o mercado
em cinzas. Havia muitas pessoas desesperadas, pois perderam tudo",
lembra o comerciante Rubens Bunas, 65 anos, proprietário
de uma loja de materiais esportivos em frente ao mercado, que foi
reinaugurado em 94.
Nascido na Penha, Bunas também brincava no terreno do mercado
quando era criança e, mesmo depois da "tragédia",
acredita no potencial econômico do local. "Todas as grandes
redes de supermercado têm lojas na região", observa.
De acordo com o presidente da Apempe (Associação dos
Permissionários do Mercado da Penha), Rubens Gomes Demuds,
a entidade quer criar um espaço de conveniência no
mercado, com padaria, adega, drogaria, terminais bancários
e serviços. "Temos uns 15 boxes vagos que poderiam ser
ocupados para dar mais comodidade a quem vem aqui", avalia.

Toninho e sua peixaria: sucesso até
no litoral
Com
26 anos de casa, o permissionário Antônio Manoel dos
Santos aposta em outro diferencial do mercado. "Atendemos olhando
no olho do freguês", destaca. Seguindo esta "filosofia",
conseguiu clientes de diversos bairros de São Paulo e outras
cidades para sua peixaria. "Parece até história
de pescador, mas tenho comprador até no litoral, em Barra
do Una, que a cada 15 dias abastece seu restaurante com peixes daqui",
orgulha-se.
Instalado desde quando foi reaberto, o comerciante Edmilson Dias
Gomes está confiante no bom movimento do Mercado da Penha.
"Com as festas de fim de ano, o fluxo de pessoas no mercado
tende a aumentar. Aproveitamos a ocasião para lançar
ofertas especiais de produtos dessa época", adianta,
destacando a variedade de carnes de seu açougue: "Além
dos cortes mais comuns, temos carnes nobres e exóticas, como
pato, cabrito, vitela, cordeiro, picanha maturada, leitão
e espetinhos", informa Gomes.

Rubens:
incêndio foi trágico

Edmilson, da Casa de Carnes Bom Gosto: promoções para
o Natal

Mercadão da Penha antes de ser destruído pelo fogo
em 1990
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