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Mercadão:
tradição de pai para filho

Sérgio
Pacheco está há 62 anos no Mercado Municipal da Cantareira
Com
78 anos de idade, o comerciante Sérgio Gonçalves Pacheco
trabalha desde 1944 no Mercado Municipal da Cantareira. Sua família,
porém, está na atividade desde 1912, quando seu pai,
Clemente Gonçalves Pacheco, abriu um empório no antigo
Mercado Grande.
"Ele trabalhou nesse mercado que ficava onde é o terminal
de ônibus do Parque D. Pedro até ser transferido para
cá, em 1933", relembra Sérgio. "Depois que
ele faleceu em 44 eu assumi sua função", completa.
Durante todo este período, Pacheco viveu os bons e maus momentos
do Mercado da Cantareira. "Estávamos na 2ª Guerra
Mundial quando comecei. Em seguida, vieram as enchentes nas décadas
de 50 e 60. A partir dos anos 70, muitos supermercados foram abertos,
o que derrubou nosso movimento, sem falar da paisagem do centro
da cidade ficou degradada", relata.
"Contudo, quando retificaram o rio Tamanduateí, isso
aqui melhorou muito. E, com as reformas em 2004, a gente percebe
que há mais visitas de turistas ao Mercadão",
conta.
Sérgio ainda destaca que a tradição do Mercadão
não fica restrita a seus comerciantes. "Tem muito cliente
que chega aqui e diz: ´eu vinha com meu pai, quando era pequeno,
agora venho com meu filho´. Tenho muito freguês assim",
finaliza.
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