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A pesca do bacalhau
na Noruega
A área de pesca do bacalhau abrange Finnmark e o arquipélago
de Lofoten, principal destino dos cardumes em fase adulta e onde
se realizam as maiores pescarias no mundo; com dólar em queda,
expectativa é de que não haverá aumento de
preços do produto no fim do ano
Paulo F.

Para
quem nunca viu a tão falada cabeça de bacalhau,
aí está a própria
Consumido
há mais de mil anos, o bacalhau se tornou um ingrediente
indispensável em muitas culinárias. Existem registros
do século IX que comprovam a existência de fábricas
de processamento na Islândia, mas os Vikings são os
grandes pioneiros do consumo deste peixe. Foram os primeiros a secá-lo
ao ar livre para poder ser utilizado em grandes viagens.

O arquipélago de Lofoten, famoso
pelo sol da meia-noite, onde se realizam grandes pescarias
do Cod todos os anos
Os
bascos foram os responsáveis pela expansão comercial
do bacalhau, tornando-o um negócio internacional, pois já
conheciam o sal e, com isso, aumentavam a durabilidade do produto.
Na Idade Média, a soberania da Igreja Católica contribuiu
para a sua popularização, uma vez que o calendário
cristão impunha algumas restrições alimentares,
permitindo somente o consumo de peixes em certos dias e, não
sendo fresco, o bacalhau tinha custo mais acessível.
Comercializado seco e salgado até os dias de hoje, a Noruega
é o principal e mais tradicional produtor. Existem mais de
dez famílias de bacalhau e mais de duzentas espécies,
quase todas vivendo em águas salgadas e geladas no hemisfério
Norte, sendo encontrado ainda na Islândia, Canadá,
Alasca e Rússia. Conhecido mundialmente como Cod, a mais
importante espécie é o Cod Gadus morhua e o período
essencial de pesca é de janeiro a julho, momento em que 75%
da cota anual de Cod é pescada. Já os tipos Saithe
e Zarbo são pescados durante o ano todo.

© JEAN GAUMY/MAGNUM PHOTOS
O bacalhau
prefere as águas rasas e nunca se aventura abaixo dos 540
metros, sendo encontrado a apenas 35 metros ou menos de profundidade.
Na Noruega, a área de pesca abrange Finnmark e o arquipélago
de Lofoten, principal destino dos cardumes em fase adulta e onde
se realizam as maiores pescarias no mundo. As grandes indústrias
de transformação encontram-se na cidade de Aalesund,
conhecida como a capital mundial do produto, onde também
há um importante porto.

De
acordo com o CNP (Conselho Norueguês da Pesca), a pesca anual
do Cod atinge 230 mil toneladas, valor próximo ao do Saithe,
que é de 200 mil toneladas; já a do Zarbo chega a
14 mil toneladas. As estatísticas do órgão
revelam que o país exportou 76 mil toneladas do produto no
ano passado. Só o Brasil importou 25 mil toneladas e, de
janeiro a setembro deste ano, a Noruega nos destinou 15 mil toneladas
do peixe.
Com o cenário econômico de queda do dólar, o
CNP está confiante de que não haverá reajuste
do preço do bacalhau, o que deve impulsionar as vendas ao
Brasil até o fim do ano, época de elevação
típica de consumo do produto, quando o volume importado poderá
ultrapassar o do ano passado.

Com a trajetória de queda do dólar, Conselho Norueguês
da Pesca estima que não haverá aumento dos preços
do bacalhau neste fim de ano



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NORGE-NSEC/Jean Gaumy/Magnum
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