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Ceratti:
uma das mais modernas fábricas de mortadela do país
Na
mais tradicional empresa de mortadela do Brasil, fabricação
do produto segue normas de segurança alimentar implantadas
pela Nasa
Paulo F.
Enviado a Vinhedo, SP

Funcionários
da fábrica de mortadela embalam o produto, uma das últimas
etapas da fabrição
Em
julho de 2004, o Frigorífico Ceratti, fabricante da mais
tradicional marca de mortadela do Brasil, inaugurou umas das mais
modernas fábricas do produto no país. Esta nova unidade
fica no município de Vinhedo, a 80 km da capital, e sua construção
foi orientada a partir dos critérios da União Européia
para empreendimentos do gênero. Quem dá essas informações
com muita satisfação e orgulho é o executivo
Mario Ceratti Benedetti, neto do fundador e, desde 1980, diretor
da empresa.

Localizada no município de Vinhedo,
interior de São Paulo, unidade de fabricação
da Ceratti é uma das mais modernas do país; sua construção
foi orientada a partir de critérios da União Européia
Situados
em ambientes visível e constantemente higienizados, os setores
de produção trabalham de forma harmônica e ágil
entre si para fabricar até 40 toneladas por dia só
de mortadela. A fábrica recebe as carnes suínas e
bovinas todas desossadas, que são destinadas à moagem.
Enquanto isso, o tempero é elaborado e, em seguida, é
misturado às carnes. Esse processo é feito num misturador
a vácuo, cuja finalidade é "embutir" o produto,
que é enviado à estufa e, depois, embalado. Tem, ainda,
um choque térmico para fins de pasteurização.
Resumidamente, é assim que se faz a mortadela.

Quase
prontos para deixar a fábrica, frios da Ceratti aguardam
etapa de embalamento
Mas
em todas as suas etapas de fabricação, a Ceratti segue
as rígidas exigências da norma internacional HACCP,
sigla em inglês para Análise de Perigos e Pontos Críticos
de Controle. Este mecanismo foi implantado pela Nasa - a agência
aeroespacial norte-americana -, pois necessitava de segurança
absoluta contra qualquer tipo de contaminação de alimentos
em seu programa espacial na década de 1960. Esta norma passou
a ser utilizada pela indústria alimentícia nos anos
90 e foi validada em 2002 pela ABNT (Associação Brasileira
de Normas Técnicas).
Essa preocupação se dá pela vontade que a empresa
tem para estabelecer novas relações comerciais, principalmente
com a Europa. "Nossa visão é de que o Brasil
vai se tornar um grande fornecedor daquele imenso mercado",
informou Benedetti, enfatizando que o mercado interno está
em expansão desde a implantação do Plano Real.
"A mortadela sempre teve consumidores, desde o nível
mais sofisticado ao mais popular."
Mas qual o teor (%) de carne suína de uma mortadela, por
exemplo? "É aí que está nosso segredo",
respondeu o assistente-executivo José Roberto Augusto, lembrando
que a Ceratti também fabrica lá presunto, pepperone
e bacon, que é defumado de acordo com a fórmula tradicional,
ou seja, com fumaça de serragem. "E 10% das nossas mortadelas
ainda são embutidas em tripa animal, por exigência
de clientes mais antigos. Já o restante é em tripa
artificial", explicou.

Equipamentos modernos, tecnologia, mão-de-obra treinada e
obediência às rígidas normas do setor são
apenas alguns aspectos da unidade de fabricação da
Ceratti no município de Vinhedo, a 80 km da capital

O executivo Mario Ceratti Benedetti, diretor
e neto do fundador da empresa: investimentos em infra-estrutura
e tecnologia da nova fábrica revelam próximo passo
comercial da corporação, a conquista do imenso
mercado europeu
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