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Azeitona: o nobre
fruto verde, preto e roxo
"À
sombra da orgulhosa palmeira cresce a oliveira, debaixo da oliveira
a figueira, debaixo da figueira a romãzeira, debaixo desta
a vinha, debaixo da vinha o trigo, depois as leguminosas e, por
fim, as saladas: tudo isso no mesmo ano e todas estas plantas se
alimentam à sombra umas das outras"
Da
Redação
Assim descreve Plínio O Velho, na sua História Natural,
a região de Tacape, atual Gabes. Depois das palmeiras, as
árvores de maior porte eram as oliveiras, das quais uma variedade
era famosa na África - as oliveiras "miliares",
que devem o seu nome ao peso do azeite que produziam anualmente
(cerca de 327 quilos).
Plínio O Velho passa também em revista os diferentes
tipos de azeitonas conhecidas na sua época e que, provavelmente,
já existiam antes dele. Cita em especial uma espécie
muito rara e "mais doce que as passas de uva" produzida
na Espanha.
O azeite era também muito importante entre os etruscos, sobretudo
do ponto de vista econômico, já que era um produto
destinado à exportação. Existem diversos testemunhos
sobre o papel das azeitonas na alimentação: nos destroços
do naufrágio do Giglio (em 600 a.C.), as azeitonas foram
conservadas em ânforas etruscas cheias de salmoura. No "túmulo
das Azeitonas" de Cerveteri (575-550 a.C.), encontraram-se
caroços de azeitonas, provavelmente uma oferenda ao defunto.
Finalmente, Catão assinala, a propósito dos alimentos
destinados aos escravos, que as azeitonas têm um elevado teor
de proteínas.
Nos finais do século V a.C. surgem em Atenas os cozinheiros
especializados, os quais recorrem a uma grande variedade de ingredientes
que se encontram no local, como é o caso do azeite.
No Mercado Municipal de São Paulo, encontram-se azeitonas
e azeites de todas as origens. E quem gosta e aprova é o
consumidor.
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